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3 de novembro de 2013

Você não acha que precisa de ajuda médica?

Cada vez que alguém fala "mas você não acha que precisa de ajuda? Tipo um psicólogo, terapia?" eu penso: "esses caras pagam pra serem indicados a qualquer um que tenha um conflito interno pendente, será?".
Que me desculpe os psicólogos e terapeutas, nada contra vocês o que eu vou falar aqui, hein?

Não gente, eu não preciso de um psicólogo, não acho que ele vai me ajudar a resolver as coisas que nem eu sei como resolver. Vai me dar dinheiro pra pagar as minhas contas que me preocupam? Vai colocar comida na minha casa? Vai pagar meu plano de saúde? Vai lá segurar a minha mão quando eu for fazer um exame importante e ver se tenho alguma doença grave ou não?
Então, pelo que me contam: não.

Já dizia as avós por aí: saúde é o que importa, o resto a gente se vira.

Eu me viro, me viro muito bem até com os meus problemas internos. Sempre digo que tenho problemas conscientes. Sei de tudo que eu faço certo e de tudo que eu faço errado. Não é pq tenho momentos de surto de querer jogar tudo pro alto e mandar meia dúzia pr'aquele lugar, que eu tenho problemas e que eu preciso procurar um psicólogo, entende?

A vida é assim, tem dia que a gente tá feliz da vida e quer amar metade do mundo. E tem outro dia que não quer encostar nas pessoas, não quero ouvir a voz de ninguém, apenas coloco meu fone e vou vivendo até o outro dia que vou querer amar todo mundo de novo. Não, o doutor não vai me ajudar com isso. Isso é da minha natureza.

"Ah, mas Carla, ele vai te ajudar a entender certas coisas." - Não, não vai. Não vai pq eu tenho certos princípios a serem seguidos e quem vai ter que entender isso é ele, pq minha opinião não vai mudar perante meus princípios. Eu posso até sofrer com alguns deles, mas é o que é certo pra mim pr'aquela situação.

Meu único problema nesse mundo é a falta de reciprocidade e falta de carinho das pessoas .. esse é meu problema. Aí ele vai me falar o que? Que é preu esperar menos do mundo? Então, doutor, isso eu já sei. Agora me ajuda a colocar em prática isso e a fazer meu coração mudar de ideia. Acho eu, que não vai rolar, eu naisci assim e não quero mudar como eu sou, queria apenas que o mundo mudasse, que o mundo espalhasse mais amor, mas não, o mundo é muito egoísta pra mim. Aí eu sei que não vou conseguir mudar o mundo, me decepciono e assim vira um ciclo.
Confiar no homem (maldito homem que confia no homem, já dizia Deus) é meu maior problema. E isso, doutor nenhum, vai conseguir fazer a gente não fazer.

Eu me doo demais e não recebo a mesma coisa de volta, meus problemas giram em torno disso apenas. Aí meus amigos, é uma coisa que eu tenho que lidar comigo e aprender a lidar com isso.
Meu remédio é: milhões de abraços verdadeiros e com vontade. Daqueles que te apertam tanto que esmagam todos os seus problemas. 

Mas continuem fazendo o belíssimo trabalho que vocês fazem com quem acredita em vocês e consegue sair de muitos problemas com vocês.

*-----------------------------------------------------------------*



Quem cultiva a semente do amor
Segue em frente e não se apavora
Se na vida encontrar o dissabor
Vai saber esperar a sua hora

Às vezes, a felicidade demora a chegar
Aí é que a gente não pode deixar de sonhar
Guerreiro não foge da luta, não pode correr
Ninguém vai poder atrasar quem nasceu pra vencer

É dia de sol, mas o tempo pode fechar
A chuva só vem quando tem que molhar
Na vida é preciso aprender: Se colhe o bem que plantar
É Deus quem aponta a estrela que tem que brilhar

Erga essa cabeça, mete o pé e vai na fé
Manda essa tristeza embora
Basta acreditar que um novo dia vai raiar
Sua hora vai chegar!


9 de outubro de 2013

+1

Eu acho bonita a relação entre as pessoas. Bonita mesmo.
Eu observo muito, tudo, tanto as minhas relações, quanto as relações alheias.
E eu me deparei com um caso engraçado.
É interessante como a gente cria vínculos diferentes com cada pessoa.
A gente pode passar o dia conversando sobre tudo com uma pessoa, mas na hora do aperto a gente chama aquela outra pessoa que a gente fala um dia sim um dia não pq se sente mais confortável (não sei). Pq isso?

Eu nunca vou entender o real motivo desses vínculos diferentes, eu mesmo faço isso de monte.
Não tô falando que é ruim, nem nada do tipo, não é uma crítica, é só um pensamento aleatório sobre coisas que observo.

Dizem que a gente tem que escolher a pessoa certa pra falar sobre cada coisa. Eu concordo.
A gente não pode acreditar que uma pessoa só dá conta de todo recado, isso vai acabar sobrecarregando uma relação e que, se a outra pessoa não aguentar, você é que vai sofrer com isso. É sempre você que sofre.

Eu já falei sobre isso aqui, mas acho que cabe nesse contexto aquela coisa de "a gente fantasia demais", nada é como realmente é. Nossa cabeça vai longe, cria situações adversas, é incrível.
É tanta estratégia que a gente traça. "Se eu falar isso, pode ser que dê nisso, mas se eu falar aquela outra coisa ela pode não gostar, não sei, mas e se eu falar e ela ficar de boa?" e assim vai, estratégias sem fim, quase uma estratégia de guerra, é isso, uma terceira guerra mundial dentro da nossa cabeça, e só na nossa cabeça.
É quase a mesma sensação que acontece quando se está sozinha em casa e ouve um barulho, tudo, exatamente tudo passa pela sua cabeça, todos os tipos de pessoas, monstros, espíritos, o que vai acontecer se algum desses te pegar.

A nossa cabeça, amigos, é incrível!

1 de outubro de 2013

Já sabem.

Da vida, meus amigos, a gente escolhe o que quer levar. Eu carrego muitas coisas, mas muitas mesmo, num nível que me deixa corcunda e com dores nas costas com apenas 22 anos (tá, pode ser que eu só sente errado mesmo, mas releva). E como a maioria já sabe: vou começar falando de uma coisa e terminar falando de outra, normal. Sabe, eu já falei sobre isso aqui, vou falar de novo, pra mim, preu acreditar em mim, preu me ler e não necessariamente pra vcs, perdão. Eu realmente acho que o problema tá em mim, tá na minha cabeça, tá nessa coisa de ser bipolar (sem diagnóstico médico). Minha cabeça não para. Meus sentimentos não param. Uma hora é uma coisa, outra hora é outra e não há quem acompanhe. Eu não me acompanho. Como pode uma pessoa (eu) querer tanto amor e carinho e na hora de receber não quer aceitar? Eu passo a vida clamando por isso e não consigo passar minhas barreiras pra aceitar carinhos em suas diversas formas. Não consigo me entregar, me entrego até um certo ponto, até o ponto que eu sei que não vou me machucar, começou a me machucar eu tenho vontade de sair correndo, desaparecer. Minha relação com as pessoas gira em torno disso, gira em torno de quando eu começo a me apegar de um jeito que eu sei que a partir dali já era: eu corro o mais longe possível da pessoa. Eu magoo as pessoas, o que eu menos gostaria de fazer na vida é o que eu mais faço. É incontrolável. Não sei lidar. Por isso digo que o erro tá em mim. Eu perco a vontade de conversar com as pessoas. Ainda mais quando eu sei que estou ficando repetitiva. Aí, meus amigos, eu paro de falar e nunca mais volto. Só que dentro de mim as coisas vão desmoronando. Até que me vejo sozinha, por minha causa mesmo, eu que fiz isso, eu que escolhi isso. E assim vira um ciclo de vida. Até quando? E aí eu entro na fase de responder "tudo ótimo" quando me perguntam se "está tudo bem". Sorrir quando quer chorar. Dormir, dormir e dormir. A vida é feita de comunicação e eu não consigo me comunicar com as pessoas.

25 de junho de 2013

Eu queria uma chance


Eu não quero um amor que eu diga "nossa, esse é pra sempre", depositar nele essa responsabilidade, eu quero que o 'pra sempre' chegue sem eu perceber.
Eu quero um amor pra assistir filme nas cobertas.
Eu quero um amor pra mandar SMS com piada interna com algo que vi na rua e lembrei.
Eu quero um amor que me coloque no colo e me faça carinho quando eu estiver triste e que eu cuide quando estiver doente ou triste.
Eu quero um amor pra compartilhar as coisas básicas da vida.
Quero um amor pra compartilhar a falta de dinheiro na maioria das vezes, mas mesmo assim fazer uma comprinha e cozinhar um macarrão enquanto conversamos sobre política, futebol, qualquer coisa.
Eu quero um amor pra discutir sobre todos os assuntos possíveis e conseguir ver o outro lado da moeda que eu não tenho.
Eu quero um amor que faça eu me sentir quentinha, abraçada.
Quero um amor pra passar a tarde jogando vídeo game e deixando ganhar pra não se sentir mal por isso.
Não quero presente caro, não quero restaurante caro, não quero sair todo dia, quero poder ficar em casa quentinha no inverno, mas com companhia.
Quero dividir, quero somar, quero multiplicar, quero diminuir.
Diminuir de dentro de mim essa falta de companhia pra fazer essas mínimas coisas do cotidiano.
Dividir esse amor que tem dentro de mim que parece que não me cabe mais e que eu não consigo dividir só comigo.
Quero somar opiniões, quero somar acontecimentos, quero somar lembranças, quero somar o amor também.
Quero multiplicar todas as coisas boas que a gente pode ter entre duas ou mais pessoas.

Sim, um amor assim: leve como parece.

Eu só queria UMA chance!

12 de junho de 2013

O mundo não funciona assim

A verdade pra mim é que essa coisa de "felicidade alheia incomoda" é tudo bullshit.
É tudo coisa de gente que se acha demais.
Pra mim, felicidade alheia não chega nem perto de me incomodar, pelo contrário, eu fico bem contente com isso.
Eu tenho vontade de ir até a felicidade alheia e fazer parte daquilo.
Não como um desejo ruim de "preciso fazer parte, me deixa fazer parte", não. É apenas uma vontade feliz de participar da felicidade alheia.
Interprete isso como quiser.

Cês tem que aprender que não é assim que o mundo funciona.
Não é sempre que o mundo tá com inveja de você e da sua vida.
Você não é melhor nem pior que ninguém. Nem eu, graças a Deus.
'Bora baixar um pouco a bola, né!? ;)

11 de junho de 2013

Não deixo rolar!

Martha Medeiros escreveu um dia sobre "deixar rolar" e eu tô com ela nessa fortemente:

"Li uma entrevista com o escritor e jornalista português Vasco Valente, onde ele afirma que passamos a vida tentando conter a tendência para a desordem. Se ficássemos passivos diante da vida, sem mexer um dedo para nada, um belo dia acordaríamos falidos, com a energia elétrica cortada e um monte de gente magoada a nossa volta.
Conclui ele: "O que cada um de nós tenta fazer, cada um à sua maneira, é tentar conter o descalabro".
A visão dele é meio apocalíptica - desordem, descalabro! -, mas, relativizando o exagero, é bem assim mesmo: passamos a vida tentando organizar o caos. Trabalhamos para ter dinheiro, respeitamos as leis, usamos o telefone para manter laços com a família e procuramos amar uma única pessoa para sossegar as aflições do coração, sempre tão inquieto. E mesmo fazendo tudo certo, e mesmo correndo contra o relógio e contribuindo para o bem-estar geral, às vezes dá tudo errado. É quando surge alguém não sei de onde, percebe o nosso stress e dá aquele conselho-curinga que serve para todas as ocasiões: deixa rolar.
Sempre que eu deixei rolar, não aconteceu nada.
Nada de positivo ou negativo. Nada. De vez em quando eu até deixo rolar, mas só para obter um breve momento de descanso em que parece que saí de férias da vida.
É uma auto-hipnose: estou dormindo, não estou aqui, não estou vendo coisa alguma. Quando a desordem e o descalabro voltam a ameaçar, eu conto um, dois, três, estalo os dedos e a engrenagem volta a funcionar de novo.
Deixar rolar é um conselho que não consigo seguir por mais de uma tarde. Tenho esta mania estúpida de querer participar de tudo o que me acontece. Se eu me dei bem, a responsabilidade é minha, e se me dei mal, é minha também. Não entrego nada a Deus. Não uso nem serviço de motoboy. Eu mesma respondo aos e-mails, atendo os telefonemas, eu mesma cobro, eu mesma pago. Delego pouco, e apenas pra gente em quem confio às cegas. Nunca pra este tal de destino, que não conheço.
Só entro em estado de passividade quando não depende mais de mim. E só deixo rolar aquilo que não me interessa mais. O problema é que tudo me interessa."

É isso, não consigo deixar rolar, quero tudo pra agora. Quero resolver meus descasos agora. Pra que dar 'tempo ao tempo'? Pra que perder tempo? Não, gente, não dá.

Martha disse também:

"(...)Tem gente que perde um grande amor. Perde mais de um, até. E perde filhos, pais e irmãos. Tem gente que perde a chance de mudar de vida. E há os que perdem tempo.
Os anos passam cada vez mais corridos, os aniversários se repetem.
(...) E no entanto ainda estamos de pé, porque não ficamos apenas contando os meses e os anos em que tudo se passou. Construímos outras torres no lugar. Não ficamos velando eternamente os atentados contra nossa pureza original. As novas torres que erguemos dentro serão sempre homenagens póstumas às nossas pequenas mortes e uma prova de confiança em nossas futuras glórias."

Obrigada, Martha, por não me deixar sozinha no mundo com esses mesmo pensamentos.

10 de junho de 2013

Amor na era digital: Você tem gosto de quê? (Fernanda Mello)

"Ah, não sei, não. O tempo do relógio não dá mais conta desse mundo. Você acorda e está lá: a cada dia uma nova invenção tecnológica é criada para enganar o deus Chronos. Olhamos pro lado e os bluetooths, wirelles, infra-vermelhos e conexões via satélite invadem nossas vidas e nos conectam com o planeta Terra num piscar de olhos. Palavras navegam por terra, água e ar e aparecem em tempo real para diminuir a distância e a solidão. Você liga o computador e: - Olá! Seu sorriso é visto do outro lado por uma webcam que te responde via Skype: - Bom dia! E assim seguimos: enviamos e-mails, falamos bobagens pelo orkut, lemos blogs, usamos o Google para tudo o que não sabemos, compomos, namoramos e trabalhamos pelo msn, montamos fotologs, compramos livros e Havaianas on-line, mandamos mensagens com fotos para o celular de amigas distantes, dizemos “eu te amo” com a velocidade da luz (não é esse o tempo de apertar “send”?). É, parece que, de repente, tudo que parecia estar longe, ficou mais perto. E confesso. Sou contraditória. Sou metade hippie, metade filha da família Jetsons (lembra daquele desenho onde a faxineira era robô?). Pois é. Quer me entender? Nem tente. Quero pé na grama e muita tecnologia! Já me vi perguntando a mesma frase várias vezes e acho que virou mania: moço, tem entrada pra USB? Resposta positiva? Alivio!! Minha vida está salva por um décimo de segundo! Vamos respeitar: existem futilidades tecnológicas deliciosas e quem disser que não, nunca sentiu o prazer inenarrável de andar pelas ruas de ipod como se fizesse parte de um clipe imaginário. Ou nunca pôde viajar pro meio do nada com um laptop, sabendo que poderá conectar-se à internet (mesmo que lenta) e mandar seu trabalho em tempo hábil, enquanto enterra os próprios pés na areia. Mas... TRIM! Nova mensagem de voz. Leio e me perco. O que será que me fez escrever esse texto cheio de bytes e palavras que se auto-corrigem? Hum... O coração avisa: é o vazio. Mesmo com essa rápida conexão que liga o mundo, eu nunca senti as pessoas tão desconectadas. Não só de si mesmas. Mas dos outros. Parece que a carência avança na mesma rapidez que a tecnologia progride. Muitas vezes preferimos manter relacionamentos com pessoas que juramos conhecer muito (mas que moram em outro hemisfério) sem ao menos sorrir pra aquele vizinho interessante que esbarrou em você. Eu não sou contra relações à distância, muito menos virtuais, cada um sabe de si e ninguém nunca vai entender o amor (graças a Deus!). Eu também não sou antropóloga, socióloga, psicóloga, nem perita em assuntos do saber. Eu apenas sinto. E o que sinto é que o mundo anda carente. Carente do real. Sem poses, frases copiadas e fotos corrigidas em photoshops Vem cá: a quem a gente quer enganar? Do quê a gente quer se esconder? Muito melhor usar a tecnologia a nosso favor e tomar apenas cuidado para não usa-la como barreira para camuflar nossos medos e defeitos. Afinal – vamos ser sinceros!- cheiro é cheiro, beijo é gosto, pele é química e eu não vou saber se te quero porque sua imagem de 480 pixels me deixou de boca aberta. Ah, não mesmo! Eu quero te provar. Literalmente. Palavra por palavra. Beijo por beijo. Frase por frase. Ao vivo e a cores. 

(Sorte nossa que a tecnologia ainda não conseguiu plugar o coração)."


Via Fernanda Mello - http://www.fernandacmello.com/2012/02/amor-na-era-digital-voce-tem-gosto-de.html

7 de junho de 2013

Prova pra mim

(vou falar de egoísmo, mas vou ser um pouco egoísta!)

Eu queria que as pessoas entendessem que há uma diferença entre cobrança e necessidade.
As vezes a gente cobra as coisas por necessidade.
Muitas vezes necessitamos de provas também.
"Prova pra mim que você me ama!" 
"Prova pra mim que sou importante pra você!"
Sim, gente. Como é que vive o mundo se eu não entender que X ato seu é uma prova de alguma coisa.
O mundo vive cobrando tudo de todo mundo. Não cobro por maldade, você também não.
As vezes a gente nem enxerga como cobrança. Inclusive você pode reclamar que te cobram muito, mas você também cobra e nem percebe.
Pq? Pq as percepções são diferentes.
Eu vejo o mundo de um jeito e você vê de outro.
As vezes o que é amor e carinho pra mim, é cobrança pra você. As vezes o que é uma sinceridade sua, pra mim é "contra os meus princípios", entende?
Não?
Se a gente não se entender com o mundo, a gente nunca vai pra frente. Vamos sempre parar em alguém.
Eu mesmo vivo parando. Paro pq acho que a pessoa fez X coisa pra me magoar. Paro pq simplesmente não tenho mais vontade de gostar daquela pessoa que me magoou, mas ela é tão legal, e eu gosto tanto dela, que não consigo seguir em frente. Pq? Pq eu queria mesmo ser amiga dela. Mas pq eu não posso?
Pq o mundo é muito egoísta.
A gente não consegue entender que nem sempre só pq esta tudo bem com a gente, com o outro tem que estar também. E ele tem SIM direito de não estar bem. Aí que entra o egoísmo. A gente não deixa as pessoas sentirem as coisas.
"Pq você tá chateada comigo? Por besteira? Não acredito." 
Sim. E se for por besteira? Eu não posso ficar chateada pq? Entende onde esta o egoísmo?
Pq a pessoa não pode ser sensível? Ela tem que poder. É direito dela. E você tem que entender isso. Você não entende? Não aceita isso? Pq? Pq tá cansado de ter que ser cheia de dedos pra falar com a pessoa sensível? Ta vendo o egoísmo de novo? Pois é, cara. A vida nem sempre é só o que passa dentro da gente. O outro também sofre. Também tem sua angustias. Seus problemas. Seus defeitos principalmente. Se você não consegue aceitar isso, apenas deixa as pessoas irem embora da sua vida. Em paz.
Mas antes, deixe tudo claro. Deixe claro que você não entende a pessoa e que não consegue aceitar o jeito dela e que não vai se esforçar pra isso.
Deixa tudo claro sabe pra que? Pra não ficar tudo bem dentro de você e dentro da outra pessoa uma confusão danada. É isso. Deixa ela bem por dentro também. Não dizem que conversar é o melhor remédio pra tudo? Pois bem. Mas conversar de igual pra igual.
Não converse nunca com alguém apontando os defeitos dela. Sabe pq? Pq a gente não enxerga o defeito de ninguém. A gente só vê nossos próprios defeitos e aponta eles nas pessoas. Não é de caso pensado. Mas é isso que acontece. Por isso, nunca converse com alguém achando que você tá sendo sincerão sendo que você pode estar machucando a pessoa com palavras desnecessárias.
Aceite ser amado. Aceite ser cuidado. Aceite que pessoas se importam com você e voltando as provas lá do começo do texto, cada pessoa tem um jeito diferente de provar as coisas. Apenas respeite.

Nunca negue uma prova de amor. ♥

6 de junho de 2013

A gente fantasia tudo!


Eu sempre digo que a gente fantasia muito as coisas. Que sim, elas nunca são do jeito que realmente são.
A gente nunca vai saber o que realmente passamos, sabia?
Pode perguntar pra sua mãe, pro seu terapeuta, pro seu melhor amigo, pra qualquer um .. pergunta o que eles acham de uma situação X, nem sempre vai ser isso mesmo, sabe pq? Pq a gente fantasia muito as coisas, inclusive relacionamentos e essas pessoas pra quem você vai perguntar também fantasiam, as vezes fantasiam pra não te fazer sofrer, outras vezes pra tentar te mostrar a 'realidade', mas fantasiam. Tudo.

E é isso aí: "nunca estamos tão felizes ou infelizes quanto imaginamos."

Um dia uma amiga me contou sobre o relacionamento dela com um cara, deixei ela me contar tudinho e não abri a boca pra falar nada, ela foi falando e ela mesmo justificava com "mas isso era a felicidade pra mim" , tudo de 'ruim' que ela falava ela justificava com isso.
Enquanto ela falava eu ficava me perguntando o que era a 'felicidade' que ela tanto falava.
Quando ela acabou de falar eu perguntei "o que é felicidade pra você?" .. era a única coisa que eu conseguia falar. Mais nada.

E é isso que eu quero dizer, a gente fantasia muito as coisas, tanto pro bem quanto pro mal.
Isso tudo pra nos satisfazermos, independente de como o mundo realmente está lá fora, aqui dentro tá tudo bem, isso que importa!

25 de abril de 2013

E no gtalk: Quinta (25/04/13)

cara, parece que eu vou viver a vida triste, sabia?
a única coisa que eu queria nesse mundo é que as pessoas sentissem minha falta ..
e parece que isso nunca vai acontecer.
eu só queria deitar num colo e receber carinho no cabelo e chorar em paz
eu JURO que só queria isso
além de me entender ..
queria me entender

mas enfim ..
a vida no fundo é triste e solitária .. é injusto isso!
e você passa a vida lutando pra ser feliz e amar geral como ama a si mesmo
e é assim?
pra sempre?

olha cara
num sei

sabe pq?
pq eu acho assim
existem tipos de pessoas ..
as que escondem
as que apenas não falam sobre
as que falam sobre
TODAS sofrem da mesma coisa
e isso eu tenho certeza
tem gente que não se liga ..
tem gente que não entende ..
passa e não sabe o que tá acontecendo e deixa passar
nós, seres evoluídos psicologicamente, sabemos de tudo, entendemos tudo, não deixamos passar pq queremos entender tudo isso
sacô?
E é assim que a gente vai viver pra sempre, tentando entender tudo que acontece ou deixa de acontecer.
O pq eu não sei, mas parece que vai ser assim.
Viver leve não é tão fácil quanto dizem ou quanto parece ser.

17 de abril de 2013

Meu coração diz: acabou!

Cara ..

Nunca, em hipótese alguma, me corte numa situação que eu esteja compartilhando com você alguma coisa, seja minha felicidade ou minha tristeza ou qualquer coisa.
A partir do momento que você me corta nessa situação, você me perde pra sempre.
Meu coração se despedaça e eu simplesmente não consigo mais FALAR com você, qualquer coisa que seja.
Meu coração já perdeu muitas pessoas por isso.
Pq?
Pq eu acho injusto não poder partilhar daquilo que é importante pra mim pra uma pessoa que, até então, eu achava que podia contar.

Meu coração na hora diz: acabou! 

25 de março de 2013

Agora vai!


O rumo que eu pedi no post anterior me apareceu.

Que tudo seja leve.
Que tudo dê certo.
Que minha ansiedade não me corroa por dentro.
Que o tempo não seja cruel comigo.
E que eu consiga aproveitar muito esse ano de 2013 pq é o que tem pra hoje.

E que as pessoas me aproveitem bastante também!
=)

8 de março de 2013

Preciso de um rumo

Estou bem precisando de um rumo na minha vida.

A faculdade acabou.
Ter a noite livre não é bom as vezes.
Me sinto sozinha.
Não tenho vontade de sair, afinal, já estou em casa, não consigo sair do meu sofá agora.
Agora demoro mais tempo pra chegar do trabalho até em casa, ou seja, sem animação nenhuma mesmo sair de casa depois que chegar de um dia cansado psicologicamente.
Preciso fazer exercício, mas odeio academia.

Queria fazer muita coisa pra pouco tempo e pouco dinheiro.

26 de fevereiro de 2013

Tudo junto

Acho que vou passar a vida tentando fazer com que eu saia desse mundo merecedora de tudo que fiz.
Não quero ser só mais uma pessoa aqui.
Não quero passar despercebida por essa vida aqui.
Todo mundo tem muito o que viver.
Todo mundo tem muito o que aprender.
A gente tem várias mortes pelo caminho como também ressuscitamos várias vezes pelo caminho.
Todos os dias eu tento me fazer útil pra algo/alguém.
Todos os dias eu tento provar pra mim que sou e posso ser uma pessoa boa.
Que egoísmo não é comigo.
Que cuidar de alguém vai além de curativos e remédios.
Cuidar de alguém é ter mais amor, carinho, compreensão e abraços acima de qualquer outra coisa.

Hoje meu psicológico faz mais mal pra mim do que qualquer coisa externa.
Acredito que seja assim pra maioria das pessoas.
Passo os dias tentando deixar minha mente mais leve, deixar com que ela flua pro bem do meu corpo.

Eu não me aceito triste.
Não me aceito pra baixo. Ficar assim me dá dor nas costas.
Dou prazo de validade pra minha tristeza que, geralmente, não dura mais de algumas horas ou no máximo alguns dias.

Você vai crescendo e vai aprendendo que nem tudo na sua vida é pra ser compartilhado.
Eu escolho as pessoas certas pra compartilhar certas coisas.
Não acho isso errado, acho necessário.

Mas a gente sempre se pega perguntando:

20 de novembro de 2012

Um dos inúmeros desabafos.

O que me chateia muito no 'Ser Humano' é a capacidade que ele tem de não ficar feliz pela felicidade do próximo.

O próximo estar feliz é quase que um afronte (?) a vida dele.

Como o mundo inteiro já sabe, a vida é feita de prioridades e escolhas, né.

Nesse feriado mais que prolongado eu escolhi me presentear e fui para a cidade maravilhosa que é o RJ.
Usei das minhas folgas que ganhei pq fui mesária dois domingos, acordando 6 da manhã e sendo gentil e simpática com todos que ali estavam para cumprir seu papel com a política.
Não tenho dinheiro pra dar e vender, mas deixo de gastar com algumas coisas pra poder ter esse desfrute as vezes.

Não to com a vida ganha, não tenho um vidão, não gastei horrores, apenas viajei para me divertir e deixar tudo mais leve. Inclusive acho que é pra isso que serve.

Eu trabalho duro pra conseguir as coisas que pra mim são prioridades.
Apenas faça o mesmo.
Não sinta inveja, não queira aquilo que a outra pessoa tem, apenas vá viver do jeito que te faz feliz e leve.
Ficar acomodado querendo aquilo que o próximo lutou pra conseguir, não vai te levar a nada.
Arrisque. Sai da sua zona de conforto.
Se está ruim: muda! Eu já falei isso.

Leveza e tolerância: coisas primordiais na vida. Fica dica.

20 de outubro de 2012

Ação social

To me sentindo a pessoa mais inútil ever.
Com um sentimento que não sei explicar.

Tenho feito ações sociais de uns tempos pra cá, tenho vontade e vou.
Acontece que eu não tenho jeito pra coisa. As coisas me tocam muito facilmente, sou muito sensível a tudo nessas situações.

As crianças sorriem por conta de um brinquedo ou pq simplesmente estamos de nariz de palhaço pra brincar com eles, e eu? Choro.
As velhinhas desejam que Deus me abençoe e eu não consigo agradecer pq o nó na garganta não me deixa. Eu apenas olho com os olhos cheios de lagrimas congeladas.

Me sinto mal por ser fraca assim. Queria ser daquelas que consegue sentar e conversar e ouvir as historias sem se emocionar.
Eu sei que as pessoas só precisam disso. Que roupa/comida/afins a gente da um jeito.
Mas carinho, conversa, tempo acompanhado de alguém é mais difícil.

Mas eu tava lá e não consegui falar nada com ninguém, não consegui ouvir uma história sequer.
Desculpa, eu não consegui.
Eu queria pedir desculpa pra cada uma delas. Mas não sei oq me aconteceu. Queria sair dali o mais rápido possível.
Eu fui tocada não sei pelo que. Não sei pq eu to chorando. Não sei.

Um dia uma criança me perguntou "pq vc esta de palhaço?" e eu respondi "pq eu sou tímida e tenho que me fantasiar pra lidar melhor com vocês."

E é isso.
Não sei se quero continuar fazendo isso.

Apenas me perdoem.
Eu só queria ajudar e fazer o bem.

Quadro que uma das senhoras pintou em 1988

18 de outubro de 2012

Não muito bem


Eu to me sentindo mal pq acho que enjoei de algumas coisas nas pessoas. 
Acho também que isso deve ser passageiro. Mas meu desejo de ser sincera até demais com a pessoa esta aflorado. 

Quem me lê e quem me conhece sabe que eu já fui de reclamar muito nessa vida, eu podia falar que não sabia como mudar, mas no fundo eu sabia e até queria mas tava bom pra mim daquele jeito. 
Um belo dia resolvi que não ia ser mais assim, que não ia mais ficar sofrendo e que queria mudar. Mudei. Eu acho. Mudar não é bem a palavra, acho que seria "resolver". Eu resolvi as coisas. Tanto dentro como fora de mim. 
Fora eu não resolvi como eu queria, mas era o que tinha pra hoje e dentro a gente vai se acostumando e tudo vai se resolvendo sozinho. 

O ponto é que: as pessoas andam reclamando demais. 
Ninguém busca resolver isso. As pessoas só querem que as coisas se resolvam. 
Eu tenho um lema de vida: se tá ruim, muda!
Você não vai morrer, não vai perder tudo, não vai dar tudo errado, apenas que você tem que querer e tentar resolver as coisas. 


Nos muitos tombos da minha vida eu descobri que reclamar não me levava a nada, só me ajudava a afundar mais no problema. 
Eu já escrevi aqui que as vezes a gente tem que sair do problema pra conseguir resolve-lo, reclamar disso só faz com que você fique mais dentro dele. 

A verdade é que eu ando sem paciência, mas eu sei que tenho que ter paciência, principalmente pq são pessoas que eu gosto e eu tenho que ouvir. Assim como eu sei que já fizeram comigo, tiveram paciência (outros não também). 

Mas as vezes é bom ouvir o próximo. Se eu falo é pq quero ajudar, não to sedo má, nem chata, nem nada. É só questão de ajudar. 
Eu já reclamei da vida e muitas pessoas me falaram tudo possível e eu ouvi, eu fui atrás de resolver isso, pq senão não vai pra frente. 


26 de setembro de 2012

É ISSO!

"não me peça pra adiar um sentimento. me deixa falar quando for preciso, deixa que mais tarde eu me arrependo. mas não me impeça de vomitar as palavras quando elas tão remoendo meu estômago. aflição demais."

"a melhor resposta para o "eu te amo" é "por quanto tempo?"" 

Obrigada por escrever exatamente o que eu sinto, Carine!

20 de setembro de 2012

A morte!

Eu passo em frente ao cemitério todos os dias, isso me aflige um pouco pq vejo que todo dia tem uma família lá (imagino que seja família).

Ontem eu vi toda uma turma andando e indo na direção do enterro.

Eu já estive nesse cemitério e não foi pra apenas uma visita, minha amiga estava indo embora.

Hoje vi uma família de 3 pessoas apenas, colocando o caixão naqueles carros fúnebres e feios.
Na mesma hora eu chorei, não sei pq, mas aquilo me tocou, acho que, diferente de muita gente, eu sou daquelas que não aceita a morte direito, seja ela qual for.

Aqueles carros não colaboram também, né?
Quero ser cremada, mas se precisar ser levada em um carro, que não seja aquele, galera, por favor.

Mesmo não aceitando a morte, eu acredito que as coisas acontecem pq tem que acontecer.

As pessoas vão embora, independente se é com a morte ou não.

A morte me deixa pensativa.

Chico Anysio é quem sabia das coisas e disse:
"Não tenho medo de morrer. Tenho pena."


13 de setembro de 2012

Música pra mim é:


Se tem uma discussão que eu não entro no meio é: música.
Acho que é que nem bunda, cada um tem a sua e tal.
Mas eu vim aqui só pra falar oq acho de música e das pessoas que julgam quem ouve a tal ~música ruim~.

Primeiro que não existe música ruim, pode ser ruim pro seu ouvido e você não se sentir bem ouvindo, mas ela não é ruim.
Eu ouço as tais das musicas ruins e gosto de todas, se meu ouvido não é refinado igual o seu, eu não sei, mas bem sei apreciar música em si.
Acho que as pessoas não tem que julgar caráter ou qqr outra coisa pq a pessoa ouve música que não é a que ela gosta.
Já sofri muito ~bulen~ por ser fã de Ivete e ouvir Thiaguinho, ou Luan Santana, ou Calypso, ou Wando, ou Eletrofunk, ou Roupa Nova, Pagode, Sertanejo, Forró, Brega ou todas essas coisas que vocês acham ruim.
Não ligo, continuo ouvindo e me amem assim, só não venha me julgar por isso, cara.
Vai ouvir sua ~música boa~ e me deixa aqui dando ibope pra música ruim e sendo muito feliz assim.
Também ouço Adele, Rihanna, Whitney, Katy Perry, Alcione, Beth Carvalho, Monobloco, Caetano, Gilberto Gil, Lulu Santos, Jota Quest, Legião Urbana, tudo, não consigo listar.

A maioria das pessoas tem medo de assumir o que ouvem pq a rodinha em que esta envolvida não ouve aquilo.
Música tem que te fazer bem, bem pro momento que precisa ser passado, seja triste, alegre, ouvir só por ouvir, cada um faz o que quer com a música, mas tem que se sentir bem ouvindo.
Eu me sinto bem e feliz indo no show da Ivete Sangalo e é isso, não sou melhor nem pior por isso.

Só acho que quem mais reclama é o que tem uma pasta com cadeado e cheia dessas músicas e fica pagando de "não ouço essas merdas".

Abre a cabeça, os ouvidos.