Mostrando postagens com marcador amor. Mostrar todas as postagens
Mostrando postagens com marcador amor. Mostrar todas as postagens

25 de junho de 2013

Eu queria uma chance


Eu não quero um amor que eu diga "nossa, esse é pra sempre", depositar nele essa responsabilidade, eu quero que o 'pra sempre' chegue sem eu perceber.
Eu quero um amor pra assistir filme nas cobertas.
Eu quero um amor pra mandar SMS com piada interna com algo que vi na rua e lembrei.
Eu quero um amor que me coloque no colo e me faça carinho quando eu estiver triste e que eu cuide quando estiver doente ou triste.
Eu quero um amor pra compartilhar as coisas básicas da vida.
Quero um amor pra compartilhar a falta de dinheiro na maioria das vezes, mas mesmo assim fazer uma comprinha e cozinhar um macarrão enquanto conversamos sobre política, futebol, qualquer coisa.
Eu quero um amor pra discutir sobre todos os assuntos possíveis e conseguir ver o outro lado da moeda que eu não tenho.
Eu quero um amor que faça eu me sentir quentinha, abraçada.
Quero um amor pra passar a tarde jogando vídeo game e deixando ganhar pra não se sentir mal por isso.
Não quero presente caro, não quero restaurante caro, não quero sair todo dia, quero poder ficar em casa quentinha no inverno, mas com companhia.
Quero dividir, quero somar, quero multiplicar, quero diminuir.
Diminuir de dentro de mim essa falta de companhia pra fazer essas mínimas coisas do cotidiano.
Dividir esse amor que tem dentro de mim que parece que não me cabe mais e que eu não consigo dividir só comigo.
Quero somar opiniões, quero somar acontecimentos, quero somar lembranças, quero somar o amor também.
Quero multiplicar todas as coisas boas que a gente pode ter entre duas ou mais pessoas.

Sim, um amor assim: leve como parece.

Eu só queria UMA chance!

10 de junho de 2013

Amor na era digital: Você tem gosto de quê? (Fernanda Mello)

"Ah, não sei, não. O tempo do relógio não dá mais conta desse mundo. Você acorda e está lá: a cada dia uma nova invenção tecnológica é criada para enganar o deus Chronos. Olhamos pro lado e os bluetooths, wirelles, infra-vermelhos e conexões via satélite invadem nossas vidas e nos conectam com o planeta Terra num piscar de olhos. Palavras navegam por terra, água e ar e aparecem em tempo real para diminuir a distância e a solidão. Você liga o computador e: - Olá! Seu sorriso é visto do outro lado por uma webcam que te responde via Skype: - Bom dia! E assim seguimos: enviamos e-mails, falamos bobagens pelo orkut, lemos blogs, usamos o Google para tudo o que não sabemos, compomos, namoramos e trabalhamos pelo msn, montamos fotologs, compramos livros e Havaianas on-line, mandamos mensagens com fotos para o celular de amigas distantes, dizemos “eu te amo” com a velocidade da luz (não é esse o tempo de apertar “send”?). É, parece que, de repente, tudo que parecia estar longe, ficou mais perto. E confesso. Sou contraditória. Sou metade hippie, metade filha da família Jetsons (lembra daquele desenho onde a faxineira era robô?). Pois é. Quer me entender? Nem tente. Quero pé na grama e muita tecnologia! Já me vi perguntando a mesma frase várias vezes e acho que virou mania: moço, tem entrada pra USB? Resposta positiva? Alivio!! Minha vida está salva por um décimo de segundo! Vamos respeitar: existem futilidades tecnológicas deliciosas e quem disser que não, nunca sentiu o prazer inenarrável de andar pelas ruas de ipod como se fizesse parte de um clipe imaginário. Ou nunca pôde viajar pro meio do nada com um laptop, sabendo que poderá conectar-se à internet (mesmo que lenta) e mandar seu trabalho em tempo hábil, enquanto enterra os próprios pés na areia. Mas... TRIM! Nova mensagem de voz. Leio e me perco. O que será que me fez escrever esse texto cheio de bytes e palavras que se auto-corrigem? Hum... O coração avisa: é o vazio. Mesmo com essa rápida conexão que liga o mundo, eu nunca senti as pessoas tão desconectadas. Não só de si mesmas. Mas dos outros. Parece que a carência avança na mesma rapidez que a tecnologia progride. Muitas vezes preferimos manter relacionamentos com pessoas que juramos conhecer muito (mas que moram em outro hemisfério) sem ao menos sorrir pra aquele vizinho interessante que esbarrou em você. Eu não sou contra relações à distância, muito menos virtuais, cada um sabe de si e ninguém nunca vai entender o amor (graças a Deus!). Eu também não sou antropóloga, socióloga, psicóloga, nem perita em assuntos do saber. Eu apenas sinto. E o que sinto é que o mundo anda carente. Carente do real. Sem poses, frases copiadas e fotos corrigidas em photoshops Vem cá: a quem a gente quer enganar? Do quê a gente quer se esconder? Muito melhor usar a tecnologia a nosso favor e tomar apenas cuidado para não usa-la como barreira para camuflar nossos medos e defeitos. Afinal – vamos ser sinceros!- cheiro é cheiro, beijo é gosto, pele é química e eu não vou saber se te quero porque sua imagem de 480 pixels me deixou de boca aberta. Ah, não mesmo! Eu quero te provar. Literalmente. Palavra por palavra. Beijo por beijo. Frase por frase. Ao vivo e a cores. 

(Sorte nossa que a tecnologia ainda não conseguiu plugar o coração)."


Via Fernanda Mello - http://www.fernandacmello.com/2012/02/amor-na-era-digital-voce-tem-gosto-de.html

11 de maio de 2011

Fazendo bem que mal tem


Todos os dias eu durmo pensando o que posso fazer pra te dizer 'eu te amo' de uma maneira diferente.
Diferente de ontem e que vai ser diferente de amanhã.
Acordo mais cedo - por conta do meu relógio biológico afiado - fico te observando dormir e pensando se o modo de dizer 'eu te amo' de hoje você vai gostar.
Você acorda, eu demonstro todo meu amor de uma maneira inusitada e é assim todos os dias.
Mas sabe, não tenho problema nenhum em fazer isso pra você todos os dias, eu sinto prazer nisso.
Mas às vezes, naquela semana de cão, eu me pergunto pq que você não (pelo menos) tenta fazer alguma coisa pra demonstrar seu amor por mim.
Dizer eu te amo apenas, às vezes, não faz efeito algum, são apenas três palavras seguidas de nada (nada, que você sente pela voz que vem seguido de um silêncio).
Você vem um dia e me dá um presente e me fala 'eu te amo', a maioria das mulheres, realmente, gostam de presentes e se sentem amadas só por conta disso, mas desculpa, eu não sou esse tipo de mulher, não mesmo.
Amor, pra mim, não é palpável, amor, pra mim, são duas pessoas numa coisa só, não só você, nem só eu, é você e eu.
Amor, pra mim, é se preocupar, mas não tornar essa preocupação um peso na vida da outra pessoa.
Amor, pra mim, é ouvir, é escutar, é tentar compreender o próximo, seja de madrugada, seja de manhã, seja qualquer hora do dia, você precisa estar ali.
Amor, pra mim, é demonstrar, do mesmo jeito que você demonstra pra todas as outras pessoas, que você se importa comigo, que você quer passar um dia inteiro sem pensar em nada, apenas ficar ali comigo deitado na cama me fazendo cócegas e me ouvindo tagarelar sobre todas as teorias do mundo.
Amor, pra mim, é reciprocidade, é consideração.
Amor, pra mim, é se divertir comigo, mesmo eu sendo chata e dramática, é se divertir com os meus defeitos.
Amor, pra mim, não se pede, não se fala, se demonstra.
Amor, amor, amor ..
Sinto falta dessa palavra na minha vida, na nossa vida.
Eu sei 'dar' amor como ninguém, vai ver eu não estou sabendo 'receber' esse amor de volta.
Mas eu falo isso pra tirar a culpa de você, pq afinal, você não faz nada de errado, na verdade, você não faz nada.
Mas a semana de cão passa e eu continuo dormindo e pensando no que eu vou fazer pra te demonstrar meu amor no dia seguinte, e me sentir bem por te fazer bem.
Eu só queria que você sentisse como é se sentir bem fazendo bem pra mim. ;)

*Comentário da Dani: e eu acho que amor também é saber quando o outro precisa saber que é amado.