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30 de maio de 2012

Que o tempo não tire de mim a vontade de viver.




Queria que o tempo, a idade, a maturidade não levasse aquilo que eu tenho de melhor em mim.
Que leve as coisas ruins, mas me deixe as boas.
Que leve de mim essa eterna vontade de saber o pq das pessoas serem como elas são, preciso que daqui uns anos eu não queira saber mais disso.
Que eu entenda que as pessoas são assim pq elas são assim e ponto.

Que eu seja uma eterna criança sorridente, mesmo quando estiver com marido e filhos.
Que eu cante e dance música infantil com meus filhos sem medo do 'já não tenho mais idade pra isso'.
Que eu não perca a vontade de aprender, mesmo que não tenha mais nada pra aprender.
Que eu não perca a vontade de  ensinar, informar, mesmo que todo mundo já saiba sobre o que eu to falando.
Que eu não perca a vontade de cuidar das pessoas, de ler e ler e aprender e estudar só pra poder cuidar delas com mais facilidade e mais propriedade.
Que eu seja uma eterna mãe que sabe de tudo.
Que eu não perca a vontade de escutar músicas, de dançar onde quer que eu esteja e de cantar pra espantar os males.
Que eu continue rindo alto.
Quero que o tempo não me deixe ranzinza.
Quero continuar acordando de bom humor e com vontade de um belo café da manhã.
Quero que o tempo me traga problemas daqueles que eu acho que não tem mais jeito de solucionar só preu passar por ele e me sentir a pessoa mais leve do mundo.
Que o tempo me traga mais pessoas boas.

Que o tempo não tire de mim a vontade de viver.

Descobri que eu não preciso que as pessoas me entendam, só eu preciso me entender, só eu sei a dor e a felicidade que sinto.
Nada compra a paz de espírito.

=*

16 de abril de 2012

Viver um mundo livre


Tenho muitos desejos.
Um deles é partir pro mundo sem data pra voltar.
Sem responsabilidades pra me atormentar.
Apenas sair por aí tirando foto, dormindo onde der, passando frio, calor, comendo coisas desconhecidas, conhecendo o desconhecido, me emocionando com a beleza do mundo lá fora.
Me perguntando onde eu tava que perdi tudo isso?
Todo um mundo que ninguém me conhece.
Um mundo que ninguém me julga.
Um mundo que eu não preciso clamar por atenção.
Um mundo livre.
Onde eu posso me perder na imensidão de um horizonte, ou de uma montanha, ou de um deserto, ou de um vulcão ou até mesmo de um simples mar.
Queria fazer tudo isso sozinha pra me conhecer melhor, pra testar meus limites, pra viver sem pensar no que as pessoas estão pensando de mim.
Afinal, elas nem vão nem saber onde eu vou estar.

E quem sabe um dia eu volto mais adulta, mais certa de mim, menos dependente, mais feliz, cheia de histórias pra contar pra quem queira ouvir.

14 de fevereiro de 2012

Prioridades..

Hoje na aula na faculdade, o professor Wolverine puxou um assunto muito legal e filosófico.
2012 e o fim do mundo, por mais que achemos que é bizarro e aquelas coisas todas, mas ele conseguiu ver por outro lado e nos tirar alguns pensamentos.

Ele nos perguntou o que faríamos se tivéssemos certeza que o mundo acabaria dia 21 de dezembro.
Que teríamos de hoje até dia 21 pra fazer o que quisermos.

A maioria das respostas foram:

- Viajar o mundo todo
- Comer tudo que tenho direito (e aqueles que são alérgicos comeriam o que gostam mas são alérgicos e os frescurentos com comida deixariam de frescura.)
- Conhecer novas culturas
- Pular de paraquedas, voar de asa delta e essas coisas
- Largar o emprego
- Largar a faculdade
- Se sentir livre
- Experimentar todas as drogas
- Fazer muito sexo
- Parar de só falar e fazer
- Correr pelado(a) na praia
- Ficar com quem ama
- Falar pras pessoas que amamos elas
... E muitas outras coisas


E aí no fim ele fez a linda pergunta: Pq essas coisas só podem ser feitas com a notícia do fim do mundo?
O que dessas coisas é tão radical que não pode ser feito de verdade?
E tá aí uma coisa a se pensar.

Nós fomos criados numa sociedade quadrada, né?
Não é a toa que temos inveja da sociedade liberta. Dos hippies, daqueles que viajam all the time, daqueles que comem de tudo, daqueles que não tem medo de ser feliz, daqueles que viajam e trabalham de QUALQUER coisa lá fora só pela PURA experiência. 


Nós não, nós estamos aqui pensando na faculdade que tem que terminar, na carreira que vamos ter que escolher e seguir, escolher o parceiro ideal, preparar o casamento, ter uma família, etc, etc, etc..

A gente tem medo, medo de fazer as escolhas erradas, medo de se jogar naquilo que a gente gosta mas não sabe muito bem o que vai ser. 
O que eu sei é que não dá pra viver com medo.
A gente acha que a vida é longa, taí um segundo erro. Não, a vida não é longa. E tudo, TUDO, pode ser mudado! 

É lógico que o questionamento do professor não foi pra que larguemos tudo e "vamos viver de música", foi só uma maneira de abrir nossa mente, de fazer com que entendamos que o amanhã pode não existir mais e nos privamos de muita coisa por questão de prioridades. 
E pior, podem ser prioridades erradas. 

E aí eu pergunto pra vocês: O que vocês fariam daqui até dezembro?

=*